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PLANO NACIONAL DAS ARTES E DESCOLA: os professores como agentes culturais turma 1

Apresentação

Esta ação justifica-se pela importância de aprofundar a reflexão sobre o papel das escolas enquanto organizações de participação e fruição cultural, bem como sobre o potencial das instituições culturais como contextos privilegiados de aprendizagem. Pretende-se criar oportunidades para que docentes, alunos, artistas e mediadores culturais estabeleçam relações de colaboração que favoreçam experiências educativas mais significativas, inclusivas e inovadoras. A apresentação das propostas do Plano Nacional das Artes e do Programa DESCOLA constitui uma oportunidade para conhecer estratégias, recursos e projetos que promovem a articulação entre educação e cultura, contribuindo para o fortalecimento de práticas pedagógicas interdisciplinares e para a valorização do património cultural enquanto recurso educativo. Ao incentivar a aproximação entre escolas e instituições culturais, esta ação procura contribuir para a construção de comunidades educativas mais participativas, criativas e culturalmente conscientes, reforçando o acesso à cultura como direito fundamental e promovendo o desenvolvimento de cidadãos críticos, sensíveis e interventivos na sociedade. "Que lugar têm, ou podem vir a ter, as artes e o património no quotidiano das comunidades educativas? E de que forma professores e alunos participam na dinâmica das instituições culturais? Como integrar a cultura de modo transversal no currículo, promover a colaboração entre artistas, alunos e docentes, e tornar as artes uma dimensão viva e essencial na vida de cada um?" A partir da apresentação das propostas do Plano Nacional das Artes e do Programa DESCOLA, da Câmara Municipal de Lisboa, propõe-se um espaço de reflexão em torno de uma subversão necessária: como afirmar as escolas como polos culturais e as instituições culturais como territórios educativos.

Destinatários

Professores, mediadores culturais e outros interessados do setor educativo e do setor cultural

Releva

Despacho n.º 5741/2015 - Enquadra-se na possibilidade de ser reconhecida e certificada como ação de formação de curta duração a que se refere a alínea d) do n.º 1 do artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 22/2014. 

Objetivos

Promover a reflexão e a construção de estratégias que reforcem a integração das artes e da cultura nos contextos educativos, aproximando escolas e instituições culturais enquanto parceiros na formação integral dos alunos.

Conteúdos

PLANO NACIONAL DAS ARTES E DESCOLA: os professores como agentes culturais 7 OUTUBRO 2026 | 17h00_20h00 | MUDE - Museu do Design Que lugar têm, ou podem vir a ter, as artes e o património no quotidiano das comunidades educativas? E de que forma professores e alunos participam na dinâmica das instituições culturais? Como integrar a cultura de modo transversal no currículo, promover a colaboração entre artistas, alunos e docentes, e tornar as artes uma dimensão viva e essencial na vida de cada um? A partir da apresentação das propostas do Plano Nacional das Artes e do Programa DESCOLA, da Câmara Municipal de Lisboa, propõe-se um espaço de reflexão em torno de uma subversão necessária: como afirmar as escolas como polos culturais e as instituições culturais como territórios educativos. APRESENTAÇÃO – 17h00 às 18h00 Boas-vindas Bárbara Coutinho, Diretora do MUDE – Museu do Design Abertura institucional Diogo Moura, Vereador da Câmara Municipal de Lisboa Plano Nacional das Artes – Eixos Estratégicos | Plano Cultural de Escola Paulo Pires do Vale – Comissário | Sara Brighenti – Subcomissária DESCOLA – Rede de Parcerias | Organizações Culturais e Escolas Margarida Fragoso – Coordenadora | Inês Araújo – Investigadora ATIVIDADES EM FOCO – 18h00 às 19h30 LU.CA - Teatro Luís de Camões Voltar aonde somos felizes em boa companhia – temporada 2026/2027 No último ano e até final de janeiro de 2027, o LU.CA - único teatro público do país com um programa exclusivo para crianças e jovens- dedicou-se ao ciclo “Voltar aonde somos felizes”, voltando a apresentar espetáculos que marcaram a sua história e que mantêm plena atualidade, aumentando significativamente as suas carreiras, num gesto de sustentabilidade cultural. No início de 2027, inicia-se um novo ciclo: “Estar em boa companhia”, ou como é que gostamos uns dos outros? Através de espetáculos, oficinas, exposições e visitas mediadas, propõe uma reflexão sobre as relações saudáveis entre rapazes e raparigas, promovendo o diálogo e a troca de ideias, favorecendo o pensamento crítico e a construção de contextos mais equilibrados partindo de projetos artísticos e culturais que se esticam como as perguntas. Rosa Ramos (Relação com as Escolas e Acessibilidades) e Susana Menezes (Diretora Artística) Museu de Lisboa #TerapiaNãoÉFrescura! Vamos conversar sobre o estigma em torno do acompanhamento psicológico, especialmente entre adolescentes e jovens? A partir de uma história real, esta visita-debate convida alunos e educadores a mergulhar num diagnóstico de loucura: loucura ou incompreensão? O objetivo é refletir, de forma crítica, empática e informada, sobre os rótulos que, ao longo da história, foram (e ainda são) atribuídos às questões de saúde mental. E hoje? Ainda temos medo dos rótulos? Como lidamos com os nossos próprios desafios psicológicos? Por meio da arte e da observação de um retrato, os alunos são convidados a exercitar a empatia, a pensar de forma criativa e a imaginar novas formas de cuidado. Uma proposta para ousar, refletir e transformar. David Felismino (Diretor Adjunto) Museu Bordalo Pinheiro Programa Sério Que Nos Liberta do Sério - Estado Crítico: Projetos de Continuidade As relações de continuidade com os nossos públicos resultam em experiências enriquecedoras, com as quais é possível que os jovens se apropriem do Museu do ponto de vista crítico, contribuindo de forma participativa para pensar o museu. Neste projeto, os participantes serão desafiados, através da obra de Rafael Bordalo Pinheiro, a pensar criticamente sobre a sociedade, enquanto exercício de cidadania, com o objetivo de encontrarem um ponto de partida para a defesa de uma causa individual e coletiva. O objetivo é compreendermos as causas que urge defender ou reivindicar, enquanto indivíduos e sociedade, e dar-lhes voz, através de um projeto final que pode assumir a forma de jornais, desenhos, ciclo de debates, mesas-redondas, exposições ou outros suportes. Liliana Pina (Coordenadora Setor Educativo) Galeria de Arte Urbana (GAU) Programa educativo da Galeria de Arte Urbana (GAU) No âmbito do programa educativo da Galeria de Arte Urbana (GAU), desenvolvemos um trabalho de promoção de arte urbana, prevenção de atos vandálicos e fomento pelo respeito do património cultural. Destacamos o projeto “Incursões pela Arte”, desenvolvido em parceria com Departamento Educação, surge no âmbito da estratégia municipal dedicada ao graffiti e à arte urbana. Através da sensibilização para a salvaguarda do património cultural da cidade, procura prevenir atos de vandalismo, tendo como missão enriquecer a experiência e a responsabilidade de intervenção em espaço público. Com o intuito de desenvolver iniciativas que estimulem a criatividade, gerem reflexão aos participantes, pretende-se dissuadir intervenções vandálicas e promover uma maior interação com arte urbana. A metodologia deste projeto, assenta na sensibilização e enquadramento dos alunos na temática, visitas guiadas a obras de arte urbana em diversas zonas da cidade e em oficinas com alunos, professores e artista em sala de aula. No final produzimos um mural coletivo, no recinto escolar. Cláudia Silva (Coordenadora Setor Educativo) Padrão dos Descobrimentos Uma mulher no Padrão, um padrão para as mulheres No Padrão dos Descobrimentos existe apenas uma figura feminina. Quem é esta mulher e porque é representada neste monumento? Esta pergunta serve de ponto de partida para uma conversa-jogo sobre a condição das mulheres durante o Estado Novo, a conquista de direitos e os desafios do caminho para a igualdade. Ana Madeira (Mediadora) Arquivo Municipal de Lisboa O Futuro de Lisboa Será que a história de Lisboa nos pode ensinar algo sobre o seu futuro? Num primeiro momento, marcamos encontro na baixa de Lisboa para compreender o desenvolvimento da cidade e os desafios que ao longo dos tempos tem enfrentado, como o crescimento da população, o aparecimento dos meios de transporte, o excesso de poluição, o aumento do turismo e, claro, o terramoto de 1755. Vamos usar os documentos do Arquivo (mapas, fotografias) que nos mostram o passado de Lisboa, para compararmos com o presente da cidade que habitamos. No segundo momento, refletimos sobre a Lisboa do futuro que queremos ajudar a construir. O que está bem e queremos manter como está? E o que tem de mudar para habitarmos uma cidade mais acessível e amigável? Num exercício prático de cidadania e responsabilidade, a turma discute e experimenta o futuro de Lisboa. Filipa Ribeiro Ferreira, Vitória Pinheiro, Ana Brites (Mediadoras) Gabinete de Estudos Olisiponenses Aceitas o desafio? E se a história de Lisboa ainda tivesse muito para contar? Que mitos gostavas de desmontar? Que histórias queres descobrir? Que perguntas nunca viste respondidas? O Gabinete de Estudos Olisiponenses desafia-te a olhar para Lisboa com outros olhos. Queremos ouvir as tuas ideias, curiosidades e inquietações e, a partir delas, explorar a história da cidade, o seu património e os muitos temas que continuam por descobrir. Se gostas de investigar, questionar, descobrir e pensar de forma diferente, este desafio é para ti. Traz as tuas perguntas. Nós ajudamos a encontrar as respostas. E, quem sabe, a escrever novas páginas da história de Lisboa. Judite Reis e Vanda Souto (Mediadoras) Núcleo de Memórias e Património Imaterial #Recontamos Memórias Onde e como guardamos memórias? Como é que jovens artistas “olham” para testemunhos de “gente crescida” quando recordam e contam as suas histórias? Memórias pessoais que constroem a história dos bairros de Lisboa. Apresentamos duas propostas: Perceber como alunos de curso profissional de animação 2D/3D “resinificam” a memória através de ilustração de testemunhos orais registados em vídeo e Como é que estes vídeos podem ser explorados como instrumento pedagógico. Alexandra Aníbal (Coordenadora) Biblioteca Camões SPEAK-OUT | Clube de Debates para jovens estudantes Partindo de encontros e debates quinzenais ou mensais, com o foco na promoção de uma cidadania ativa, pretende-se criar um ambiente fértil para a pluralidade de pontos de vista e promover o espírito de tolerância às diferentes opiniões, usando como ponto de partida o acesso à informação e a leitura (orientada e/ou autónoma) e como meta a criação e partilha de pontos de vista pessoais, de modo a alcançar uma visão plural das temáticas escolhidas para debate. (PLM e PLNM). Pretende-se também promover a equidade e a igualdade de oportunidades, em parceria com a escola e em articulação com os pais ou encarregados de educação, disponibilizando respostas educativas, didáticas e lúdicas, através de mobilização de medidas de suporte à aprendizagem e à integração na comunidade em que se inserem, assim como a criação de um reforço à aprendizagem da língua portuguesa e o seu desenvolvimento enquanto língua de escolarização (PLNM). Paula Freire (Mediadora) Laboratório do Livro Infantil – Rede de Bibliotecas de Lisboa Muito para ler quando não há palavras – Descobrir o potencial dos livros sem palavras Em vários encontros com educadores, professores e bibliotecários tem sido partilhada uma preocupação recorrente: como ler livros sem palavras com as crianças? Como começar? Foi precisamente da compreensão desse desconforto — provocado pela ausência de texto — que nasce esta formação. Vamos desmistificar a dificuldade do livro-álbum sem texto, propondo abordagens de leitura e fornecendo estratégias para a sua exploração junto das crianças. Partilharemos recursos úteis para a mediação destes livros e destacaremos os seus múltiplos benefícios. Ao abrir um livro sem palavras surgem múltiplas possibilidades de leitura e interpretação, estimulando a imaginação, o diálogo e a construção de histórias. Juntos, vamos descobrir que, quando não há palavras, também há muito para ler. Mariana Abreu-Loureiro (Coordenadora) Hemeroteca Municipal Literacia Mediática na Sala de Aula: história, teoria e prática da informação jornalística Esta ação de formação disponibilizada pela Hemeroteca Municipal de Lisboa (HML) - em parceria com o Diário de Notícias (DN) e a Unidade de Literacia Mediática da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) - tem por objetivo promover a literacia mediática nas escolas. Serão disponibilizados recursos e propostas para, em contexto escolar, trabalhar a literacia do jornalismo e da informação jornalística, de forma a estimular o uso critico e criativo dos media como dimensão autónoma de educação para a cidadania. Álvaro Costa de Matos (Coordenador) Casa do Jardim da Estrela – Um Teatro em Cada Bairro Uma casa-jogo Noélia Fernandes, mediadora desde a primeira hora na reinventada Casa do Jardim da Estrela, está de saída deste projeto e partilha o que criou para uma casa no meio do jardim que tem como trave-mestra a sustentabilidade. Com Margarida Ferra, nova na equipa, falam ambas sobre os Jogos Estrelados, sobre visitas à Casa que foi construída a partir de um jogo e planos para o futuro com os jogos Fröbel, acabados de chegar. Noélia Fernandes (Mediadora) Vanessa Albino (Coordenadora) Centro de Interpretação de Monsanto Refúgios Climáticos e Conexão com a Natureza Os eventos climáticos extremos de 2026, tempestades e ondas de calor, trouxeram para a ordem do dia o conceito de Refúgio Climático, enquanto local onde as pessoas se podem resguardar dos elementos, em momentos de pico. Face à crescente artificialização dos espaços que habitamos, a sinalização de refúgios verdes, como parques e jardins, é também uma oportunidade de reconexão de crianças e jovens com a Natureza, contribuindo para o saudável desenvolvimento infantil e para a saúde mental em geral. Ana Pinheiro Costa (Mediadora) Biblioteca Maria Keil Caixa dos imprevistos E se fosses tu a decidir o que realmente vale a pena? Quando o dinheiro não chega para tudo, como escolhes? O que é realmente importante? E como podem as nossas decisões mudar o futuro? Nesta proposta, somos desafiados a criar estratégias para responder a situações inesperadas do quotidiano, assumindo o papel de quem tem de tomar decisões, negociar prioridades e gerir recursos em grupo. Entre escolhas, imprevistos e diferentes perspetivas, experimentamos cenários que nos levam a refletir sobre consumo, responsabilidade, sustentabilidade e a forma como pequenas decisões podem ter um grande impacto. Mais do que encontrar respostas certas, o desafio é discutir ideias, questionar hábitos e construir soluções em conjunto, e falar sobre valores, escolhas, autonomia e o futuro que queremos criar. Matilde Garrido e Inês Alves (Mediadoras) Avenidas - Um Teatro em Cada Bairro Conhecer para Incluir: Ação de Sensibilização sobre Cultura Cigana A formação "Conhecer para Incluir: Formação em Cultura Cigana da AMUCIP" destina-se a docentes e outros profissionais que trabalham com pessoas, famílias e comunidades ciganas, promovendo o desenvolvimento de competências culturais, relacionais e profissionais para uma intervenção mais inclusiva e culturalmente competente. Através do módulo "Nós e Eles", os participantes refletem sobre os principais pontos de convergência e divergência entre a cultura cigana portuguesa e a cultura maioritária, contribuindo para a desconstrução de estereótipos e o fortalecimento do diálogo intercultural. A formação inclui ainda a apresentação do Kit Pedagógico Romano Atmo, desenvolvido pela AMUCIP e validado pelo Ministério da Educação em 2017, enquanto recurso de apoio à promoção da inclusão, da interculturalidade e do conhecimento da cultura cigana em contexto educativo. Esta apresentação será realizada pela AMUCIP – Associação para o Desenvolvimento das Mulheres Ciganas Portuguesas. Otília Moreira (Coordenadora) e Sónia Brás (Mediadora) Quinta Alegre - Um Teatro em Cada Bairro De olhos bem abertos, mãos apetrechadas e imaginação à solta A Quinta Alegre| Um teatro em cada bairro, enquanto espaço de cultura de proximidade, oferece à comunidade educativa, ao longo de todo o ano letivo, várias propostas artísticas e culturais para o público escolar dos diferentes graus de ensino. Algumas destas propostas são pensadas e desenvolvidas pelas mediadoras da equipa partindo da relação como espaço, com a programação, mas também da escuta ativa dos diferentes públicos que frequentam a Quinta, assim nascem muitas dos nossos projetos. Madalena Galvão (Mediadora) Susana Duarte (Coordenadora) MUDE - Museu do Design E para si, para que servem as coisas? Fortalecendo o questionamento lançado pela curadoria da exposição “Para que servem as coisas?”, em 2024, esta iniciativa convida o público a assumir um papel mais ativo. O desafio expande as interrogações que já integram o jornal da exposição, tais como: Por que razão existem tantas “coisas” no acervo de um museu de design? Para viver, precisamos de ter tantas “coisas” connosco? Cada núcleo apresenta uma questão concreta e direcionada com o objetivo de cada visitante — de forma autónoma, individual ou em família — faça a sua própria reflexão através de uma abordagem lúdica e educativa. No final, é o momento de partilhar o seu contributo. Com a sua resposta, o conhecimento individual transforma-se numa experiência partilhada, enriquecendo a consciência coletiva sobre o propósito do design nas nossas vidas. Sugerimos, uma vez que o encontro se realiza no MUDE, que os professores possam realizar a própria iniciativa. Eunice Gordon (Mediadora)

Modelo

Questionário de avaliação da ação.

Formador

Inês de Jesus Gaspar Cardoso Araújo

Cronograma

Sessão Data Horário Duração Tipo de sessão
1 07-10-2026 (Quarta-feira) 17:00 - 20:00 3:00 Presencial
Início: 7 de Outubro de 2026
Fim: 7 de Outubro de 2026
Acreditação: ACD1/26-27
Modalidade: ACD
Pessoal: Docente
Regime: Presencial
Duração: 3 h
Local: MUDE - Museu do Design

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